Para os tikuna, povo originário que ocupa uma vasta área do estado de Amazonas, a palavra “TA” significa grande. Eles acreditam que a língua é parte deles, assim como os sons do ambiente fazem parte do idioma que se fala, sejam roncos, chiados e tantas outras sonoridades que conseguem escutar. Os tikuna também definem onde vivem como “TA”, um território que abriga, acolhe, alimenta e precisa de cuidados. Com coreografia de Mário Nascimento e trilha sonora original do DJ Marcos Tubarão, o espetáculo, que conta com bailarinos do Corpo de Dança do Amazonas, apresenta a dor e a beleza dos tikunas, e simboliza a conexão entre a dança e a identidade cultural amazônida, homenageando seu povo e a natureza local.
HISTÓRICO
O Corpo de Dança do Amazonas foi criado em 1998. Referência em dança contemporânea na região amazônica, a companhia mantém uma programação artística com repertório diverso. São mais de 60 obras realizadas com a colaboração de artistas convidados do Brasil e do exterior, que mostram a diversidade cultural local por meio da pluralidade da linguagem. O CDA visa articular diálogos que ampliam e potencializam sua capacidade de atuação, pensando e repensando sua função e contribuição na formação cultural, levando em consideração a singularidade da Amazônia e a diversidade e abrangência da cultura.
FORTUNA CRÍTICA
“O espetáculo, com sua dialética, nos surpreende de uma maneira justa. Não porque, uau, vejam, é um ótimo espetáculo vindo da Amazônia — aquele tipo de surpresa solidária que só indica as formas amáveis da xenofobia; mas porque é um ótimo espetáculo que nos arranca das tipificações. E, nessa direção, nos prepara para receber, no Sul e no Sudeste, artistas amazônidas que, com trabalhos sustentados como este, possam circular representando Nelson Rodrigues, Heiner Müller, Shakespeare, ou eles e elas mesmas.” Kil Abreu, Festival de Curitiba.
Saiba mais sobre esse espetáculo: https://cultspplay.com.br/video/minidoc-sobre-o-espetaculo-ta-sobre-ser-grande-corpo-de-danca-do-amazonas/

